Um movimento que cresce mundialmente – e ajuda a acelerar a profissionalização dos muitos eventos relacionados a corridas por todo o Brasil – mostra claramente a expansão do interesse pelo esporte, que se restringia a performance, alcançando agora a busca pela saúde e mesmo por relacionamentos, englobando um lifestyle.
Quem aponta essa tendência é Douglas Cerqueira, da MP3 Marketing, que tem na Maratona Salvador um carro-chefe de provas que também promove nas regiões de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari, na Bahia. Durante o 3o Summit Abraceo CBAt, realizado no início desta semana no Mercado Livre Arena Pacaembu, o promotor destacou a importância do apoio que organizadores de eventos têm na Confederação Brasileira de Atletismo e na Associação Brasileira de Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor.
Temos um país muito grande e, se essa profissionalização dos organizadores de provas vem crescendo nos últimos cinco anos, os associados a essas duas entidades acabam se destacando. O mercado cresceu muito no pós-pandemia e mais gente passou a se preocupar diretamente com os cuidados necessários, como serviços médicos, hidratação, ativações de marketing...”, diz Douglas, lembrando que também há maior conscientização sobre a preservação do meio ambiente, com provas reduzindo copinhos de plástico, por exemplo. “Em uma recente, na Serra do Cipó, em Minas Gerais, cada inscrito precisava levar sua garrafinha para reabastecer nos pontos de hidratação.”
No caso da associação de provas a turismo, Douglas cita como exemplo a própria capital baiana, por sua beleza natural. Houve aumento de interessados pelo calendário turístico-esportivo de sua prefeitura, que já tem quatro anos e conta com surfe, corrida, triatlo, ciclismo e maratona aquática.
O atleta-turista, observa, escolhe provas pelas belezas do local e normalmente se hospeda perto do circuito. "Ele monta um roteiro de modo a não prejudicar sua participação, sem desgaste físico em caminhadas, ou baladas, deixando os passeios para depois de sua corrida. De toda forma, consome com hospedagem e alimentação."
Se maratonas 'majors' como Tóquio, Paris, Berlim, Chicago, já atraíam esses turistas, Douglas afirma que há alguns outros movimentos acontecendo na Europa, por exemplo, como as Super Halfs – as meia-maratonas, com 21 quilômetros. "É uma série que estimula a conhecer cidades", assinala. "E o Brasil está indo por esse caminho, que é bem interessante, com provas em Buenos Aires, Santiago, Brasília. No geral, há estímulo dos governos municipais, como Florianópolis, Rio de Janeiro e mesmo Bonito, no Mato Grosso do Sul. Em Salvador, por exemplo, corridas no verão eram raríssimas: havia uma em janeiro, no dia da Lavagem do Senhor do Bonfim. Neste ano, tivemos 14."
Das distâncias clássicas, Douglas Cerqueira vê uma distribuição de 50% de inscritos nos 5 Km e 10 Km (com metade em cada grupo), 35% no 21 Km e 15% no 42 Km. "O interesse maior dos amadores, hoje, está nos 21K. E os turistas procuram essa distância como um desafio um pouco maior, para compensar a viagem", observa, destacando outro ponto interessante: "Os tempos médios de quem procura as maratonas estão cada vez mais altos, o que mostra claramente que as pessoas correm por prazer, lifestyle. Preocupadas com qualidade – e não exatamente com performance".
Outras tendências observadas pelo promotor são corridas com show e 'after', como a promovida pelo músico Bell Marques em Salvador, que também irá para outras capitais. E há os corredores em grupos espontâneos (com o lado ruim de não terem orientadores diretos), sem vínculo com educadores físicos, assessores, ou provas como metas.
"São aqueles em busca de relacionamento. Tanto que a retórica hoje é: ‘A corrida é a nova balada’. Em Salvador mesmo haverá uma corrida agora, no dia 12, de um organizador parceiro, chamada de Match Run, com a lógica do Tinder, de encontro de pessoas com o esporte permeando isso."
As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.
Assessoria de Comunicação: Heleni Felippe (helenifelippe@cbat.org.br) e Maiara Dias Batista (maiara@cbat.org.br). Entrevista e texto: Denise Mirás
O prazo de validade da certificação é de três anos e a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem concede o documento de adesão ao programa para as entidades que comungam do mesmo objetivo: o esporte livre de dopagem
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